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Fonte: https://www.youtube.com/@fala_estradeiro/shorts

O fim da Sinotruk no Brasil

Apesar da forte expectativa inicial impulsionada por preços atrativos e promessas de alta durabilidade, a chinesa Sinotruk não sustentou suas operações no cenário automotivo brasileiro.

Hoje no Brasil sobrou somente a dor de cabeça para
mais de 2.700 donos tentando manter os caminhões rodando

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2010 - Primeira importação no Brasil

Tudo começou em 2010, quando a Sinotruk iniciou a importação do modelo Howo 380. Um caminhão pesado com motor de 9,7 litros e 380 cavalos de potência, cabine alta e preço até 30% menor que o da concorrência. Parecia o sonho de qualquer caminhoneiro. Um caminhão zero quilômetro a um preço acessível. Mas os problemas não tardaram a aparecer.

O câmbio manual era difícil de operar. Os componentes eletrônicos apresentavam falhas e não havia peças de reposição disponíveis. Mesmo assim, quase 900 caminhões foram emplacados em 2010. Em 2012, a marca prometeu uma fábrica em Santa Catarina, um investimento de 300 milhões de reais, e chegou a participar da Fórmula Truck. Mas tudo não passou de promessa.

O governo aumentou os impostos sobre veículos importados e, como a fábrica nunca se concretizou, o projeto começou a ruir. Tentaram comprar a antiga fábrica da International, mas o negócio não se concretizou. E em 2017, o terreno destinado à fábrica prometida se tornou um parque industrial. Hoje, a Sinotruk vende caminhões apenas no Paraguai, Chile e outros países. 

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