Apesar da forte expectativa inicial impulsionada por preços atrativos e promessas de alta durabilidade, a chinesa Sinotruk não sustentou suas operações no cenário automotivo brasileiro.
Hoje no Brasil sobrou somente a dor de cabeça para mais de 2.700 donos tentando manter os caminhões rodando
2010 - Primeira importação no Brasil
Tudo começou em 2010, quando a Sinotruk iniciou a importação do modelo Howo 380. Um caminhão pesado com motor de 9,7 litros e 380 cavalos de potência, cabine alta e preço até 30% menor que o da concorrência. Parecia o sonho de qualquer caminhoneiro. Um caminhão zero quilômetro a um preço acessível. Mas os problemas não tardaram a aparecer.
O câmbio manual era difícil de operar. Os componentes eletrônicos apresentavam falhas e não havia peças de reposição disponíveis. Mesmo assim, quase 900 caminhões foram emplacados em 2010. Em 2012, a marca prometeu uma fábrica em Santa Catarina, um investimento de 300 milhões de reais, e chegou a participar da Fórmula Truck. Mas tudo não passou de promessa.
O governo aumentou os impostos sobre veículos importados e, como a fábrica nunca se concretizou, o projeto começou a ruir. Tentaram comprar a antiga fábrica da International, mas o negócio não se concretizou. E em 2017, o terreno destinado à fábrica prometida se tornou um parque industrial. Hoje, a Sinotruk vende caminhões apenas no Paraguai, Chile e outros países.
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